(Índia – 2005 – 35mm – 143 min)
DIREÇÃO: Yogesh Bharadwaj
ELENCO: Ashutosh Rana, Govind Namdeo, Vijay Raaz
ROTEIRO: Yogeah Bharadwaj, Aadesh K.Arjun, S.Sachinder
PRODUÇÃO: Sudesh Bhonsie, Manoj Jaswail
FOTOGRAFIA: Karim Khatri
EDIÇÃO: Deepak, Vilas, Arun
Inspirado num fato real, mas com fortes pinceladas ficcionais e melodramáticas, o personagem central, que dá nome ao título original, é um hijra (eunuco), cuja vida é acompanhada do nascimento até o sucesso marginal como um candidato reformista na política. Há um tempo reverenciados como místicos andróginos do “terceiro sexo”, os hijras continuam por superstição sendo convidados para abençoar recém-nascidos e casamentos, mesmo na Índia moderna. Mas seu status degradou-se em meio à moral cada vez mais ocidentalizada que toma o país. Shabnam foi privado da convivência de seus abastados pais quando hijras que vieram para abençoa-lo ainda bebê descobriram que também ele era hermafrodita. Quando adulto, Shabnam é injustamente acusado pelo assassinato de sua amade mãe, Halima, que foi acidentalmente morta pelo insidioso líder do clã de eunucos. Ele foge e vai parar numa pequena vila, onde salva uma jovem de estrupradores. Esse ato heróico antece a campanha de Shabnam contra um político do mal. Com os típicos números de canto e dança que caracterizam Bollywood, o filme começa como um chamado por tolerância e se transforma num protesto contra todo tipo de corrupção.



