FRANÇA – 2007 – 108 MIN
DIREÇÃO: JACQUES NOLOT
ROTEIRO: JACQUES NOLOT
MONTAGEM: SOPHIE REINE
PRODUÇÃO: PAULINE DUHAULTI
ELENCO: JACQUES NOLOT, JEAN-POL-DUBOIS, MARC RIOUFOL, BASTIDEN D´ASNIÉRES
FOTOGRAFIA: JOSÉE DESHAIES
Escolhida pela renomada revista francesa Les Cahiers du Cinema como um dos dez melhores filmes exibidos no país em 2007, esta terceira direção de Nolot se mantém fiel ao retrato do universo homossexual em tom seco e intelectual, como demonstrado nos trabalhos anteriores, e conclui sua trilogia pessoal e radical.
Pierre Pruez (Nolot) tem 58 anos, é um ex-gigolô que hoje se dedica à literatura e é soropositiva. Pierre sente-se cada vez menos capaz de lidar com a solidão e o mundo exterior, em especial depois da morte de um velho amigo.
O filme é uma cáustica comédia dramática, na qual ninguém envelhece graciosamente. Com simplicidade, raiva contida e grande dignidade, Nolot reafirma a aliança entre o clássico e o ridículo, entre a alta cultura e o trivial, entre os sentimentos mais elevados e os mais mundanos – a obra e vida deste cineasta sempre transitaram entre os distintios pólos. Ao som de composições de Gustav Mahler, Nolot reafirma aqui sua posição única na cinematografia francesa, em especial por investir sem firulas no universo do homossexual de idade avançada, um tabu até mesmo entre a produção audiovisual LGBT.



