FRANÇA – 2002 – 90 MIN
DIREÇÃO: JACQUES NOLOT
ROTEIRO: JACQUES NOLOT
PRODUÇÃO: PAULINE DUHAULT
ELENCO: VITTORIA SCOGNAMIGLIO, JACQUES NOLOT, SÉBASTIEN VIALA
FOTOGRAFIA: GERAMIN DESMOULINS
MONTAGEM: SOPHIE REINE
Neste segundo longa como diretor, Nolot remete em seu roteiro a um universo marginal que lembra a obra dos escritores Jean Genet e André Gide. O filme se ambienta num decadente cinema que exibe filmes pornográficos na famosa Place de Clichy, nbo bairro de Pigalle (Paris). Em suas dependências escuras e maltratadas, soldados, travestis e homens casados costumam engajar em atos de sexo anônimo.
Trabalhando na bilheteria do cinema, uma esperta italiana (Vittoria Scognamiglio) serve de guardiã benevolente, que observa – e nunca julga – os atos que ocorrem sob seus olhos atentos. Certo dia, um dos freqüentadores assíduos, um cinqüentão (o próprio Nolot), entata uma conversa com a bilheteira, o que leva a uma amizade incomum na qual ambos compartilham suas experiências. Uma espécie de triângulo complexo se fecha com a presença de um atraente e jovem projecionista (Sébastien Viala).
O filme inclui cenas de nudez e de sexo explícto, e o diretor americano John Waters apresentou este como um filme com alto poder corruptível. Em 2003, o drama levou o grande prêmio do júri como melhor filme estrangeiro de ficção no L.A Outfest, foi o melhor filme no Festival Internacional de Cinema Gay & Lésbico de Turim (Itália) e também arrebatou o prêmio máximo no Festival de Cinema Mediterrâneo de Valência (Espanha).



