{"id":366,"date":"2022-11-01T01:33:26","date_gmt":"2022-11-01T04:33:26","guid":{"rendered":"https:\/\/mixbrasil.org.br\/19\/?p=366"},"modified":"2022-11-01T01:33:26","modified_gmt":"2022-11-01T04:33:26","slug":"o-passaro-do-poente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mixbrasil.org.br\/19\/2022\/11\/01\/o-passaro-do-poente\/","title":{"rendered":"O p\u00e1ssaro do Poente"},"content":{"rendered":"<p>Esse texto de Carlos Alberto Soffredini foi montado em 1986 pela primeira vez com o grupo Ponka numa encena\u00e7\u00e3o po\u00e9tica antinaturalista de extremado requinte formal. O texto oscila entre a delicada e sutil poesia oriental e os tra\u00e7os mais grosseiros da realidade do campo brasileiro. Essa fus\u00e3o, ao contr\u00e1rio do que possa parecer, resulta inspiradamente criativa. Al\u00e9m do casal central, ocupam a cena o Jovem, o Maduro, o Velho, que ocmentam e refletem sobre as a\u00e7\u00f5es, e o Esperto e a Esperta, dois comerciantes.<\/p>\n<p>A proposta do Ponka foi a de efetivar uma s\u00edntese entre o Oriente e o Ocidente. Torna-se natural, portanto, a escolha da lenda do Y\u00fazuru. Segundo ela, um lavrador salva uma gar\u00e7a de uma armadilha; recebendo, em seguida, a visita de uma bela mulher que lhe tece um precioso manto de penas. Vendido, traz riqueza ao pobre homem. Instigado pelos vizinhos, o lavrador passa a exigir cada vez mais mantos, e a mulher, definhando dia-a-dia, finalmente morre, voando para o c\u00e9u. Ela era a gar\u00e7a por ele salva.<\/p>\n<p>Ao texto de Carlos Alberto Soffredini, a dire\u00e7\u00e3o de Marcio Aurelio juntou procedimento do Ky\u00f4gen (teatro c\u00f4mico e sat\u00edrico), do N\u00f4 (teatro cl\u00e1ssico de figuras m\u00edticas) e alguns artefatos do Kabuki (\u00f3pera chinesa) na composi\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica e formal da cena, adensada por solu\u00e7\u00f5es advindas da &#8220;commedia dell\u00b4arte&#8221; ocidental. Obteve, assim, um espelhamento de caracter\u00edsticas, filtradas pelo denominador distanciado de matriz brechtiana. O espa\u00e7o c\u00eanico de Takashi Fukushima utilizou f\u00f3rmica e planos, al\u00e9m de um grande espelho colocado por detr\u00e1s, que invertia as imagens.<\/p>\n<p>O elenco era composto por Seme Lutfi, Celso Saiki, Carlos Takeshi, Carlos Barreto, Paulo de Moraes, Alice K, Celina Fujii, al\u00e9m de Paulo Garcia, Marcos Marcel e Fernando Gon\u00e7alves que funcionavam como auxiliares. O destaque absoluto \u00e9 para Paulo Yutaka, vivendo a gar\u00e7a, em deselumbrante trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>BORBOLETAS<\/strong><\/p>\n<p>TEXTO: Caesar Moura<br \/>\nDIRE\u00c7\u00c3O: Lucianno Maza<br \/>\nELENCO: Nilton Bicudo, Haroldo Ferrari, Bruno Perillo, Gerson Steves e Gui Paiva<\/p>\n<p><strong>SAUDADES<\/strong><\/p>\n<p>TEXTO: Leo Lama<br \/>\nELENCO: Adriana Londo\u00f1o e D\u00e9bora Duboc<\/p>\n<p><strong>RECITAL ROBERTO PIVA:<\/strong> Dedicado a um dos poetas mais criativos da literatura brasileira da segunda metade do s\u00e9cul XX, Roberto Piva (1937-2010). Autres que participar\u00e3o do recital: Cl\u00e1duio Willer, Edson Bueno de Camargo, Rubens Jardim, Celso Alencar, Roberto Ferraz, Victor Del Franco, Dirceu Villa, Ruy Poren\u00e7a e Neuza Pinheiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse texto de Carlos Alberto Soffredini foi montado em 1986 pela primeira vez com o grupo Ponka numa encena\u00e7\u00e3o po\u00e9tica antinaturalista de extremado requinte formal. O texto oscila entre a delicada e sutil poesia oriental e os tra\u00e7os mais grosseiros da realidade do campo brasileiro. 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