REFRAME
A Mostra Reframe, que este ano se torna competitiva, é um ritual de rebeldia e invenção. Filmes que queimam as fronteiras entre corpo, mito e delírio, invocando bruxas, deuses bastardos, máquinas desejantes e memórias em decomposição. Aqui o cinema não busca consenso — ele fere, goza, reencanta. Entre colapsos e greves cósmicas, essas imagens desenterram o passado colonial e cospem futuro nas telas. Cada obra é uma ferida aberta, uma oferenda à desordem, um grito de quem recusa ser domesticado. Um cinema feito de carne, caos e feitiço: queer até o osso, livre até o fim.